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Dono de uma das mais belas vozes brasileiras, Lucio Sanfilippo canta
música popular brasileira profissionalmente há dez anos, tendo começado a estudar
canto lírico em 1992, com a professora Ivone Zita, que lecionou no
Conservatório de Música da UFRJ. Além disso, é jornalista e professor
de Educação Física.
No palco, Lucio é tão animado que o pé-de-chinelo não
cansa de dançar embalado pelo seu brasileiríssimo repertório.
Sua animação parece infinita, dá mesmo a impressão de que
a "corda" nunca chega ao fim.
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Dinâmico, sua trajetória artística reflete essa
característica. Para começar, foi finalista do
"Festival 20 Anos do Projeto Seis e Meia" do
Teatro João Caetano. Realizou shows em tributo à
Velha Guarda da Portela (1995), à Clara Nunes, com
o conjunto O Roda e à Aracy de Almeida, com a
cantora Thereza Moraes (1997). Por quase dois anos
homenageou compositores no
Restaurante Ernesto,
onde canta às sextas-feiras. Nessas homenagens,
contou com a presença generosa de Wilson Moreira,
Xangô da Mangueira, Jongo da Serrinha
e Beth Carvalho.
Em 2002, participou do ciclo de comemorações do centenário
do cantor e compositor Carlos Cachaça, com apresentações no
Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, Rio de Janeiro e no
G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira.
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Em 2003, recebeu no Ernesto
Lia de Itamaracá e Beth da Oxum (do Coco de umbigada de
Guadalupe-Olinda/Pernambuco). Em 2004, Délcio Carvalho, o Tambor
de Crioula As 3 Marias e a nossa visita constante.
E ainda sobra energia para participar ativamente do
Laboratório de Programa de Culturas Populares com ênfase
no Folclore do Instituto de Educação Física e Desportos da
UERJ – coordenado e idealizado pela profª. Dra. Maria José,
a Zezé do Folclore – há cerca de sete anos e já se apresentou
para Ariano Suassuna, D. Neuma da Mangueira, sempre cantando
cirandas, sambas, choros, maracatus, cocos e o rico folclore
brasileiro.
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Cantou cirandas para e com Lia de Itamaracá, que
foi coroada Rainha do Maracatu da UERJ. No teatro Noel Rosa,
também na UERJ, fez uma apresentação em homenagem a Nei Lopes
e Wilson Moreira, realizado pelo PROEPER, da qual também
participaram integrantes do Jongo da Serrinha e Dobrando a
Esquina, num projeto que uniu música e religião Afro-brasileira.
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Por quatro anos, lotou, juntamente com o regional Dobrando a
Esquina, o antiquário da rua do Lavradio número 100, o
pioneiro no renascimento do samba na Lapa. Lá, cantava, além
de sambas, choros e maxixes, muitas cirandas, afoxés, cocos e
vários outros ritmos brasileiros. Nesta época, emergiu sua
vertente compositora e suas criações, riquíssimas, já fazem
parte do repertório de suas apresentações atualmente.
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Recebeu, em 2000, um convite irrecusável de Lenildo Gomes,
bandolinista do Dobrando a Esquina, para gravar composições
inéditas do próprio Lenildo e de Luiz Flávio Alcofra, violonista
do grupo Água de Moringa. Juntou-se então a eles e à
Clarice Magalhães, pandeirista do Choro na Feira, na
produção do cd Cordel das Fitas, com críticas positivas
em jornais como O Globo e em jornais virtuais até nos Estados Unidos.
Seu projeto mais recente é o cd solo, em fase de finalização,
que contará com canções inéditas de sua autoria, de compositores
novos como Regina Rocha, Pedro Holanda, Marceu Vieira e Marcelo Menezes e
também de consagrados, como Délcio Carvalho, Wilson Moreira,
Mauro Duarte, Dori Caymmi e Nelson Motta. Participam também
Tia Maria do Jongo, Lia de Itamaracá, Dely Monteiro, Lazir Sinval
e Luiza Marmello (do Jongo da Serrinha), Beth da Oxum e
Quinho Caetés do coco de umbigada de Guadalupe, em Pernambuco,
e o conjunto O Roda.
Apresenta-se às sextas-feiras, no restaurante Ernesto, sempre
a partir das 22 horas, numa roda de samba anfitriã de ritmos
brasileiros como jongo, maxixe, ciranda, afoxé, coco, choro,
samba-de-roda e tantas outras belezas produzidas por suas misturas.
A sexta-feira com Lucio Sanfilippo é fundamental para encerrar a
semana com alto-astral e imprescindível para repor as energias
para uma nova semana> Por isso, o pé-de-chinelo não perde a
oportunidade de dançar e se encantar com sua música,
acompanhado de Marcelo Mattos, Anderson Wilmar, João Hermeto,
Wallace Peres e Marcelo Menezes.
Temos orgulho de ter um brincante como o Lucio em nosso país.
Maior orgulho ainda em tê-lo como amigo.
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