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Sorry. This document is not still available in English. Do you want to help to translate this page? Tambor de crioulaDança de umbigada de origem negra, tocada por homens em três tambores (tambor grande, meião e crivador) construídos em troncos de árvores com pele de animais (boi, carneiro ou veado) cravada em sua boca.
Dançado por mulheres e caracterizado por uma punga (umbigada), o Tambor de Crioula originou-se na costa do Maranhão, trazido pelos primeiros escravos que ali chegaram para o trabalho e, posteriormente, formaram o primeiro quilombo da região, o Quilombo de Frechal.
Inicialmente, o tambor era utilizado para comunicação, para o treinamento da capoeira e, com o tempo, foi adotado para as festas e brincadeiras daqueles que ali residiam.
Difundido para as senzalas, encontrou apoio em Benedito, escravo cozinheiro que trabalhava na casa grande e que costumava roubar comida da cozinha, para alimentar e ajudar os negros que estavam sendo castigados nos troncos a nas festas de tambor (de prática de capoeira), que aconteciam nas senzalas. Por seus feitos corajosos, driblando feitores e senhores de escravos, depois de sua morte foi transformado em santo e em padroeiro do Tambor de Crioula. Na sociedade moderna, foi difundida pelos Terreiros de Mina, manifestação religiosa afro-descendente, por encontrar barreiras raciais em sua aceitação. Apesar de ter sido disseminado pelos Terreiros de Mina, o Tambor de Crioula não tem base ou fundamento religioso.
Apesar de se considerar uma dança profana, por ser apenas uma brincadeira para divertimento e lazer, o Tambor de Crioula, em alguns casos, é usado para promessas a São Benedito. O pagamento define-se pela festa, bebidas e comidas servidas com fartura a todos aqueles que ali chegarem, justamente por ter sido um negro que alimentava e ajudava aqueles que precisavam.
No desenrolar da dança, as mulheres costumavam seduzir com olhares e movimentos do corso (cintura) e escolher seus parceiros. Sendo assim considerada uma dança de sedução.
A mulher (coreira) entra na roda, faz reverência dançando para os três tambores e parte para o centro. Uma outra dançarina pede licença à primeira para dançar e tomar conta da roda. O pedido é feito através da punga (umbigada). Este gesto representa também uma passagem de energia via ventre, desejando boa fertilidade e saúde ao rebento uma da outra.
O Tambor de crioula é uma manifestação que só existe no estado do Maranhão, mas que aos poucos vem se tornando conhecido e difundido pelo Brasil inteiro. Essa manifestação de compasso terciário (três por um) de batidas rítmicas hipnotizantes agora faz parte do trabalho do pé-de-chinelo.
Lúcio Oliveira
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